segunda-feira, 3 de março de 2014

Eleições-2014 2: PT vai articular internautas progressistas nas redes sociais


January 28, 2014 - 17:08

Por Bruno Benevides
 
SÃO PAULO, SP, 28 de janeiro (Folhapress) - O PT pretende fazer encontros com internautas de movimentos sociais para articular uma atuação nas redes sociais. 

"Existe uma presença conservadora nas redes, de pessoas que defendem a volta da ditadura, o [deputado federal Jair] Bolsonaro", disse o secretário nacional de Comunicação do partido, o vereador José Américo (SP). Segundo ele, a ideia é organizar uma resposta progressista a essas ideias. 

"Vamos fazer algo mais amplo, que reúna movimentos sociais, não só militantes do PT", disse Américo, após reunião na sede do partido em São Paulo. O encontro discutiu exatamente a estratégia de comunicação do PT. 

Além dos encontros, o partido vai promover também oficina com seus militantes para aprimorar a presença nas redes. "Vamos ensinar a fazer uma página no Facebook", exemplificou Américo. Já existem cinco desses encontros marcados no Estado de São Paulo. 

Todos os sites estaduais também devem passar por mudanças. O site nacional do partido será reformulado e passará a funcionar como uma agência de notícias do PT. O novo formato deve estrear em março. 

Lula e Dilma 
Durante a reunião, também ficou acertada a participação do ex-presidente Lula e da presidente Dilma nos programas eleitorais aos quais o PT terá direito durante o primeiro semestre. 

A direção do partido vai disponibilizar falas e imagens de ambos para uso local. Américo disse que cada Estado poderá pedir falas de temas específicos da região. "A ideia é fazer programas específicos para cada Estado", disse ele. 

A Justiça Eleitoral já autorizou o programa do PT em 13 Estados e ainda analisa o pedido de outros 12 e do Distrito Federal. 
A propaganda foi vetada no Paraná como punição a irregularidades no programa de 2011. O Pará também foi punido com a perda de metade do tempo por não ter respeitado a cota reservada as mulheres em 2013. 

Segundo Américo, não haverá mais problemas com a Justiça por propaganda antecipada. "A lei é clara, todo mundo sabe que não pode pedir voto, falar da eleição."

ESPECULAÇÃO ELEITORAL


TSE define regras das eleições de 2014 e proíbe telemarketing Tribunal também fixou limite para candidato financiar sua própria campanha.

Corte aprovou nesta quinta (27) novas regras para a disputa eleitoral.

Fonte: Mariana Oliveira G1, em Brasília

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (27) três novas resoluções que definem regras para a disputa eleitoral deste ano. Uma das mudanças é a proibição aos candidatos de recorrerem a empresas de telemarketing para fazer propaganda eleitoral.

Nas regras elaboradas para a propaganda eleitoral, os ministros do TSE proibiram a prática de telemarketing, independentemente do horário. Além disso, a corte eleitoral tornou obrigatório que todo debate ou propaganda na televisão tenha legenda ou seja traduzido para Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais.

Na resolução sobre escolha e registro de candidatos, ficou decidido que não será mais permitido, a partir das eleições de outubro, que o político se apresente com o nome de algum órgão da administração pública direta ou indireta, além de autarquias e empresas públicas. Por exemplo, não será mais autorizado os candidatos concorrerem com "nome de urna" como Chico do INSS ou João da UnB.

Outra mudança definida nesta quinta pela Justiça Eleitoral é o prazo de substituição de candidatos que irão concorrer nas eleições. Até o pleito anterior, a troca podia ocorrer 24 horas antes do dia da votação. A partir deste ano, o prazo-limite para alteração é 20 dias antes da eleição.

A única exceção prevista pelo tribunal é para falecimento de candidatos. Nessas situações, será permitida a alteração até a véspera do pleito.

Limite de financiamento
Sobre as regras de arrecadação e gastos de recursos em campanha eleitoral, a principal mudança foi a fixação de limite para que um candidato financie sua própria campanha – antes, não havia limitação. A partir de 2014, o candidato só poderá utilizar na campanha o limite de 50% de seu patrimônio declarado à Receita Federal no ano anterior às eleições.

O ministro Dias Toffoli, relator das resoluções sobre as eleições no TSE, propôs a mudança com base no Código Civil, que proíbe que uma pessoa faça doações superiores a 50% do próprio patrimônio.

Toffoli retirou do texto a proibição para que empresas estrangeiras fizessem doações a candidatos. Após debate entre os ministros do TSE, ficou definido que se aguardará o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se empresas, de modo geral, podem ou não fazer doações a políticos ou partidos.

O julgamento do tema começou em dezembro do ano passado, e quatro ministros votaram para proibir o financiamento empresarial. Ainda não há previsaõ de quando o julgamento será retomado.

24/02/2014 16h31 - Atualizado em 24/02/2014 16h31 'Nova política é mudar o governo', diz Campos em evento do PSB no Recife


Da esquerda para a direita: João Lyra, Paulo Câmara, Eduardo Campos, FBC e Raul Henry (Foto: Renan Holanda / G1)

Eduardo atacou União ao lançar Câmara candidato ao Executivo estadual. Ele aproveitou ocasião para consolidar postulação rumo ao Planalto

O secretário da Fazenda de Pernambuco, Paulo Câmara, foi lançado oficialmente, no início da tarde desta segunda-feira (24), como candidato do PSB ao governo estadual nas eleições de outubro. O anúncio ainda oficializou os outros dois integrantes da chapa da Frente Popular: Raul Henry (PMDB), que sairá como vice, e Fernando Bezerra Coelho (PSB), candidato ao Senado. A solenidade aconteceu no auditório de um hotel localizado no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.


O evento também serviu como uma forma extraoficial de o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, colocar-se de uma vez por todas na disputa rumo ao Planalto. De acordo com ele, a eleição mais importante em 2014 será a de presidente. "Porque a nova política no Brasil hoje é mudar o governo que está aí, é construir um novo governo, um novo pacto social, e uma nova forma de lidar com o Congresso", disse.


Em determinado momento de seu discurso, o governador mostrou-se emocionado ao falar do apoio que teve de Ariano Suassuna quando se lançou candidato ao posto em 2006. E, inflamado, garantiu que o nome de Paulo Câmara foi costurado após um amplo acordo. "O processo me convenceu, pela razão e pelo coração, que nós fizemos a melhor aposta que tínhamos para fazer", asseverou. E concluiu: "Tenho clareza, Paulo, que você vai dar conta da campanha, mas você vai dar conta, sobretudo, de, em quatro anos que vem, fazer muito mais do que eu pude fazer. Até porque eu vou lhe ajudar", completou, com ar de riso.


Demonstrando certo nervosismo, Paulo Câmara tentou ressaltar participação como militante do PSB (Foto: Renan Holanda / G1)
Demonstrando certo nervosismo, Paulo Câmara tentou
ressaltar participação como militante do PSB
(Foto: Renan Holanda / G1)
Demonstrando certo nervosismo, Paulo Câmara tentou ressaltar, além da experiência administrativa, sua participação como militante político do PSB. O secretário estadual da Fazenda disse ter bom trânsito entre os três poderes constituídos e revelou que a educação será a "prioridade máxima e absoluta" do seu governo, caso eleito. "A gente vai ter uma agenda de secretário e depois do carnaval vamos decidir da minha continuidade ou não. Eu tenho que desincompatibilizar até 4 de abril, mas vamos ver se é necessário sair antes ou não", explicou Câmara.

Em vários momentos da solenidade, todos que ocuparam a bancada para discursar mencionaram a importância da participação do vice-governador João Lyra Neto, presente no evento, no processo de unificação da Frente Popular. Nos bastidores, comentava-se que ele teria ficado insatisfeito por não ter sido o indicado para disputar a sucessão ao governo.
O candidato da chapa ao Senado, Fernando Bezerra Coelho, que também havia colocado seu nome à disposição para ser lançado como candidato a governador, foi outro que evitou polemizar sobre a escolha de Paulo Câmara. Ele explicou que reavaliou sua posição e acabou aceitando o convite para disputar uma vaga no Senado.
Perguntado se o fato de ter servido ao governo do PT como ministro, já que foi o titular da Integração Nacional, acaba por dar um caráter dúbio à sua campanha, Bezerra Coelho explicou que as críticas serão focadas em aspectos políticos, e não pessoais "Eu acho que o PSB se apresenta com uma proposta para um período que poderá se caracterizar como um período pós-PT, e não um período contra o PT", afirmou.

Prefeitos de vários municípios do interior, deputados federais e estaduais, vereadores e dirigentes de pelo menos 12 partidos participaram do evento. São eles: PSDB, PPS, PDT, PCdoB, PSD, PMDB, PTN, PV, PTC, PR, PPL e PTN.

Informações sobre as próximas eleições - Eleições 2014




A seguir, estão listadas as páginas da Justiça Eleitoral que contêm dados acerca do pleito de 2014.
Audiências públicas - Eventos em que são debatidas as instruções que regerão as eleições gerais deste ano.
Calendário eleitoral - Indicação dos períodos a serem observados nas práticas eleitorais.
Normas e documentações - Íntegra de resoluções e normas que disciplinam as Eleições 2014.
Pesquisas eleitorais - Informações sobre o registro de pesquisas eleitorais e a consulta aos avisos de registro das eleições de 2014.
Programa mesário voluntário - Informações sobre o programa Mesário Voluntário nos sites dos tribunais regionais eleitorais.
Prestação de contas - Informações sobre as prestações de contas de comitês, candidatos e partidos políticos.